Doutor não se faz apenas nas universidades, mas também na academia da vida, “honoris causa” ou mesmo pela tradição histórica que, entre nós, consagrou tal tratamento à advocacia.
Eu, particularmente, não aprecio o título antecedendo o nome. Por isso, não o ostento na fachada do escritório, no cartão de visitas ou mesmo no papel timbrado.
Prefiro que o reconhecimento venha da trajetória, da conduta e da forma de agir, e não de mera formalidade protocolar. O verdadeiro respeito profissional não nasce do tratamento honorífico, mas da credibilidade conquistada ao longo da vida, da coerência entre discurso e prática e da maneira digna com que se exerce a profissão.
Por conseguinte, de modo geral, prefiro o profissional competente, dotado de sólida formação humanística, ao simples bordado de “doutor” lustrando o nome. Títulos podem impressionar circunstancialmente; exemplos, porém, permanecem. Afinal, há quem possua diplomas sem grandeza, e há quem alcance grandeza sem depender deles.
Enfim, competência e formação humanística — estas, sim — são fundamentais em qualquer ofício ou profissão.
Tenho dito!
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