quarta-feira, 27 de maio de 2026

Academia da Vida

Doutor não se faz apenas nas universidades, mas também na academia da vida, “honoris causa” ou mesmo pela tradição histórica que, entre nós, consagrou tal tratamento à advocacia.

Eu, particularmente, não aprecio o título antecedendo o nome. Por isso, não o ostento na fachada do escritório, no cartão de visitas ou mesmo no papel timbrado.

Prefiro que o reconhecimento venha da trajetória, da conduta e da forma de agir, e não de mera formalidade protocolar. O verdadeiro respeito profissional não nasce do tratamento honorífico, mas da credibilidade conquistada ao longo da vida, da coerência entre discurso e prática e da maneira digna com que se exerce a profissão.

Por conseguinte, de modo geral, prefiro o profissional competente, dotado de sólida formação humanística, ao simples bordado de “doutor” lustrando o nome. Títulos podem impressionar circunstancialmente; exemplos, porém, permanecem. Afinal, há quem possua diplomas sem grandeza, e há quem alcance grandeza sem depender deles.

Enfim, competência e formação humanística — estas, sim — são fundamentais em qualquer ofício ou profissão.

Tenho dito!

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