JK: DUAS LETRAS, UM NOME, UMA HISTÓRIA
5 outubro 2026 · 09:35
Embora nunca lhe tenha dito, creio que Juscelino Kubitschek Campos de Souza, o nosso JK, seja um predestinado. Ao vê-lo conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Pará, com quase 70 mil votos, volto à história de seu nome e à memória de seus pais, Ronaldo e Rosilda Campos, minha saudosa irmã.
Admiradores do presidente que construiu Brasília, eles deram ao filho o nome de Juscelino Kubitschek e escolheram o estadista para ser seu padrinho. JK nasceu em 1975. O ex-presidente faleceu em 1976, antes que o batizado pudesse acontecer. Ficou o nome, expressão de uma admiração que atravessaria gerações.
Sarah Kubitschek, viúva do ex-presidente, veio a Belém conhecer o menino que levava o nome de seu marido. Na ocasião, Ronaldo Campos exercia o mandato de deputado estadual. A fotografia de JK ao lado de Sarah guarda esse encontro e um capítulo singular de nossa memória familiar.
Meu cunhado Ronaldo Campos foi um político destemido. Atuou por várias legislaturas na Câmara de Santarém, exerceu dois mandatos de deputado estadual, foi deputado federal e prefeito de nossa cidade. Entre suas realizações, destaca-se a criação do bairro da Nova República, do qual foi mentor e executor.
Rosilda, por sua vez, deixou uma lembrança marcada pela competência, pela religiosidade e pela bondade. A Folha de S.Paulo homenageou-a em seu obituário sob o título “A Primeira-Dama Social”. Em Santarém, a unidade municipal de educação infantil do Maracanã que leva seu nome perpetua o reconhecimento aos serviços que prestou à população, especialmente às crianças e às pessoas idosas. Sua atuação esteve ligada à construção das primeiras creches e da Casa dos Idosos de nossa cidade.
Foi nesse ambiente de vida pública e dedicação social que JK cresceu. Eleito vereador, projetou-se na política santarena e enfrentou a disputa pela Prefeitura. Agora, a expressiva votação que o leva à Assembleia Legislativa abre uma nova etapa de sua trajetória.
Quase 70 mil votos representam confiança e responsabilidade. Caberá a JK honrar essa escolha com trabalho, independência e compromisso na defesa de direitos e interesses da população paraense, com especial atenção ao oeste do Pará. Santarém, a nossa Pérola do Tapajós, precisa de representantes que conheçam suas necessidades e tenham disposição para enfrentá-las.
Seu nome nasceu de uma homenagem. Que sua atuação escreva uma história à altura da confiança recebida.

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