quarta-feira, 11 de março de 2026

O prefeito que Santarém merece

Para ser prefeito da minha cidade, assim penso, o político precisa reunir qualidades que hoje parecem raras na vida pública: ser bom, competente, trabalhador, perfeccionista, honesto e, acima de tudo, amar Santarém.

Não basta desejar o cargo: é preciso ter vocação para servir. Quem aspira governar a Pérola do Tapajós deve, antes de tudo, renunciar à ideia de um segundo mandato e trabalhar como se aquele fosse o único e derradeiro. Assim, cada dia de governo será vivido com intensidade e responsabilidade, sem cálculos eleitorais ou postergações convenientes.

Deve escolher seus auxiliares pela capacidade profissional, pela experiência e pela retidão de caráter, e não por compromissos políticos ou arranjos partidários. Secretarias públicas não são moeda de troca; são instrumentos de gestão a serviço da coletividade.

Cumpre-lhe, também, enxugar a máquina administrativa, simplificar procedimentos, reduzir a burocracia e tornar a administração mais ágil, eficiente e próxima do cidadão. Governar bem é fazer o essencial com competência e zelo.

Há, ainda, o cuidado permanente com a cidade em que se vive, com o cotidiano da vida urbana: escolas, postos de saúde, praças, mercados, ruas e demais equipamentos sociais não podem permanecer abandonados à ação do tempo ou ao descaso. A boa gestão começa pelo zelo com aquilo que já existe.

Governar Santarém exige trabalho árduo, espírito público e compromisso verdadeiro com o bem comum. Quem não estiver disposto a isso deve buscar outro ofício, pois administrar uma cidade não é caminho para vaidades nem para o enriquecimento pessoal.

Santarém não precisa de salvadores ocasionais nem de administradores por conveniência. Precisa de quem a ame de verdade, de quem a sirva com retidão e de quem compreenda que o poder, quando exercido com dignidade, é a forma mais elevada de servir ao povo.

Tenho dito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário