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Indignados
com a decisão do juiz de Direito Jorge Antônio Sales Leite, cidadãos de
Buriti/MA, a 332 km de São Luís, atearam fogo nas dependências do fórum
da comarca. O magistrado negou o pedido de afastamento do prefeito da
cidade, Rafael Mesquita.
Em 2014, Rafael Mesquita foi novamente afastado da gestão do município, mas conseguiu nova liminar.
População incendeia fórum após juiz negar cassação de prefeito
21 janeiro 2015 · 16:57
Revolta
Caso ocorreu em Buriti, no Maranhão.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Indignados
com a decisão do juiz de Direito Jorge Antônio Sales Leite, cidadãos de
Buriti/MA, a 332 km de São Luís, atearam fogo nas dependências do fórum
da comarca. O magistrado negou o pedido de afastamento do prefeito da
cidade, Rafael Mesquita.
Em 2012, Mesquita
teria sido flagrado com R$ 40 mil em espécie no dia das eleições e não
explicou a origem do dinheiro. O parquet eleitoral ajuizou uma ação de
impugnação de mandato eletivo contra o prefeito e seu vice para perda
dos seus mandatos por captação ilícita de sufrágio, com abuso de poder
econômico em 2013.
A Justiça julgou
procedente as acusações e decretou a perda do mandato nas eleições
municipais. Eles também se tornaram inelegíveis para as eleições por
oito anos subsequentes à eleição para o qual foram eleitos. Dois dias
depois, decisão favorável em MS permitiu o retorno dos eleitos ao cargo.
Em 2014, Rafael Mesquita foi novamente afastado da gestão do município, mas conseguiu nova liminar.
Na tarde desta
terça-feira, 20, em reação à última decisão favorável ao prefeito, a
população local dirigiu-se ao Fórum ‘Desembargadora Maria Madalena Alves
Serejo’ e deu início aos atos de depredação, utilizando paus e pedras e
ateando fogo em mesas e cadeiras.
Segundo relatos, o juiz
se trancou na sala em que estava quando percebeu o tumulto. Arrombada a
porta, sacou uma arma para se defender até um policial chegar e
resgatá-lo. A informação é de que pretendiam amarrá-lo para colocá-lo do lado de fora do prédio.
Funcionários ajudaram a apagar o fogo e retirar documentos ameaçados de serem perdidos. Ao menos 50 processos foram queimados.
O magistrado está na comarca há
seis meses e se reunirá com a presidência do TJ/MA para definir se
continua ou não trabalhando em Buriti.
Fonte: migalhas
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