Não permita, amigo leitor, que a nefasta polarização político-partidária transforme sua família em adversários e o seu lar em palanque ideológico. Divergências sempre existirão, sobretudo em uma sociedade democrática, mas elas não podem se sobrepor aos laços de afeto, respeito e convivência.
O debate político, quando saudável, é legítimo e até necessário. Faz parte da liberdade de pensamento e da própria essência do regime democrático. O que se deve evitar é o radicalismo intolerante, que abandona o diálogo para impor verdades absolutas, sufocando a reflexão serena e alimentando ressentimentos.
Se o tema surgir à mesa ou nas rodas familiares, que seja tratado com urbanidade, equilíbrio e respeito recíproco. Ninguém precisa amordaçar o pensamento alheio, tampouco transformar divergências ideológicas em hostilidade pessoal. Conviver civilizadamente com opiniões distintas é demonstração de maturidade democrática e grandeza humana.
O consenso, não nasce da imposição, mas da escuta. E, ainda quando ele não seja alcançado, o respeito mútuo já representa importante vitória da civilidade sobre os excessos da intolerância.
O mesmo deve ocorrer na vida social, na convivência entre amigos, colegas e conhecidos do cotidiano. A divergência política não deve ser motivo para rompimentos, inimizades ou intolerância.
Costumo dizer, para concluir: não perco amigos por pensarem ideologicamente diferente de mim. Respeito o contraditório, a divergência e a liberdade de consciência, porque é justamente dessa convivência plural que se fortalece a verdadeira democracia.
Na política, quase tudo é passageiro. Os afetos, quando preservados pelo respeito, é que verdadeiramente permanecem.
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