quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A velha política

Passou da hora de extirpar do cenário político os candidatos profissionais, que fazem da política partidária meio de vida e instrumento de poder, distanciados do sentido maior do serviço público.

A reeleição, ao cortejar o continuísmo, asfixia a necessária oxigenação do sistema eleitoral, impondo ao cidadão, eleição após eleição, as mesmas figurinhas carimbadas no certame democrático — agora embaladas por discursos reciclados e promessas gastas.

Nomes consumidos pelo decurso do tempo — forjados no clientelismo, na exploração da fé, na cooptação e na compra disfarçada de votos — precisam ceder lugar à renovação, especialmente à juventude, para que a tão proclamada mudança deixe de ser mera retórica e se traduza em efetiva reconfiguração do quadro político-institucional.

A reeleição, além de estimular o continuísmo e o comodismo, consolida práticas nocivas, prolonga relações promíscuas com o poder e fomenta a corrupção, moléstia recorrente onde inexistem alternância, vigilância e responsabilidade republicana.

Impõe-se, portanto, uma nova ordem política, se realmente quisermos transformar o país, prestigiar o bem comum e fortalecer a democracia.

Nesse processo, os partidos políticos desempenham papel fundamental: ou se reinventam como instrumentos autênticos de representação social, ou permanecerão como refúgios de uma velharia que o tempo — e a própria democracia — já deveriam ter expurgado.


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