sábado, 28 de fevereiro de 2026

Golpe pelo Whatsaap

 🚨 Alerta de Golpe! 🚨

Se alguém enviar mensagem pelo WhatsApp dizendo que você obteve êxito em um processo e que tem valor a receber, *DESCONSIDERE*, pois é golpe. Estão enviando para vários clientes do escritório.

Não clique em links suspeitos, não forneça informações pessoais ou financeiras e não responda à falsa mensagem.

Não caia nessa! 😊

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Resistência e pertencimento

O Tapajós e o ribeirinho se conhecem, se entendem, se completam. Não se trata de mera convivência, mas de pacto silencioso e infindo. O rio que o banha é o mesmo que o conduz, o sustenta e lhe ensina o caminho, a profundeza e o tempo das águas.

Tentaram violar essa ordem natural. Quiseram alterar-lhe a essência, rasgar-lhe o leito, exauri-lo como se fosse simples via de escoamento, mercadoria líquida à disposição do capital estrangeiro. Tocaram o nervo da floresta, e sua alma respondeu a bom termo.

Os povos da mata não silenciaram: índios, ribeirinhos e caboclos ergueram-se sob o sol escaldante e sob a chuva persistente. Resistiram às investidas oficiais e, com dignidade, lograram revogar o malsinado decreto licitatório que pretendia submeter o rio à lógica fria do lucro.

Ali não se defendia apenas água. Defendia-se a vida. Defendia-se a memória. Defendia-se a ancestralidade.

Não fosse a brava resistência tupiniquim, o Tapajós deixaria de ser rio para tornar-se corredor mercantilizado, um curso d’água sem alma, sem história, sem pertencimento. Já não seria nosso, dos amazônidas; seria apenas um canal de exportação.

O Tapajós permanece rio porque seu povo manteve-se firme. E aquilo que tem raiz, memória e pertencimento não se converte em mercadoria.

Enfim, a tentativa de agressão à natureza, perpetrada pelo poder público, despertou a Mboiúna adormecida nas profundezas do majestoso Tapajós.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Premissas universais

“O homem no mundo com o mundo”

A Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), constitui plano de ação global subscrito em 2015 por 193 países, entre eles o Brasil, com o objetivo de erradicar a pobreza, reduzir desigualdades e proteger o meio ambiente, harmonizando progresso econômico com justiça social e preservação ambiental.

Recomenda-se a leitura.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A ausência do Juizado da Fazenda Pública

Santarém, cidade-polo do oeste do Pará, ainda não dispõe do Juizado Especial da Fazenda Pública, previsto na Lei nº 12.153/2009 para julgar causas de pequeno valor contra o Estado e o Município com rapidez e simplicidade.

Na prática, demandas simples continuam submetidas ao rito comum da Vara da Fazenda Pública, tornando processos longos, caros e desproporcionais. O contraste é evidente: na Justiça Federal, o cidadão encontra acesso rápido ao Juizado Especial; na Justiça Estadual, não.

A ausência desse juizado não é detalhe administrativo. É obstáculo real ao acesso à justiça, especialmente para quem depende de demandas de pequeno valor, muitas vezes de natureza alimentar.

Justiça simples, rápida e acessível não pode continuar sendo promessa.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Não à dragagem do Tapajós

Conheço o rio Tapajós desde a sua foz até as corredeiras do distrito de São Luiz, verdadeiro fim de linha das embarcações de curso regular. A partir dali, apenas pequenas voadeiras de alumínio se aventuram, desafiando a cachoeira que se lança sobre lajeiros de pedra.

Essa familiaridade me permite compreender os riscos da navegabilidade ao longo do seu curso. Meu avô materno possuía embarcação que fazia a linha entre Santarém e Itaituba, experiência que marcou nossa história familiar e moldou, desde garoto, meu olhar atento e respeitoso sobre essas águas. Meus avós paternos, que elegeram o Vale do Tapajós como centro de suas atividades, possuíam terras que alcançavam o rio Cupari.

Minha mãe, professora normalista, iniciou sua vida no magistério em Aveiro, onde se casou. Tenho nove irmãos; os cinco mais velhos nasceram naquele município, em frente a Daniel de Carvalho (localidade ribeirinha lembrada como entreposto pecuário que abastecia Fordlândia e Belterra). Essas raízes profundas explicam por que me manifesto com conhecimento de causa e vínculo afetivo genuíno sobre o Tapajós, que considero o rio mais belo do mundo.

Sempre censurei a inoperância das autoridades diante da dragagem do rio cristalino promovida pelo garimpo clandestino, críticas que, lamentavelmente, jamais encontraram eco.

Dito isso, como tapajônico que ama sua terra e sua gente, manifesto-me com legitimidade para registrar meu protesto contra a privatização e a dragagem do majestoso rio por força de inusitado decreto presidencial, diante do iminente risco de dano irreversível ao meio ambiente e às comunidades que dele dependem.

Dragagens podem ser justificadas quando existe estrutura portuária consolidada e necessidade econômica efetivamente comprovada, acompanhadas de consulta prévia e adequada mitigação ambiental.

Tornam-se, contudo, controversas quando se pretende adaptar um rio essencialmente natural a uma lógica que não lhe é própria, sobretudo em sistemas ambientalmente sensíveis, como os da Amazônia.

Prefiro que a natureza siga seu curso de autorregulação. Intervenções dessa ordem podem gerar alterações sensíveis e imprevisíveis no ecossistema, comprometendo a vida ao longo de seu leito e em todo o seu entorno.

A beleza do Vale do Tapajós, para mim, não tem preço. É inegociável.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

A república apodrece

 A república apodrece, a começar pelo andar de cima, onde os maus exemplos se multiplicam. Perdeu-se a vergonha.