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O apelido no futebol

19 agosto 2024 · 19:46

*Por José Ronaldo Dias Campos

O politicamente correto no esporte às vezes soa estranho, levando em consideração a memória e os costumes em relação aos apelidos dos jogadores, muitos deles sugestivos, sem oposição dos indigitados, que os adotavam sem constrangimento.  

O tom jocoso das alcunhas não era criminalizado, e o mundo desportivo batizava o atleta com seu novo nome, com a cumplicidade da imprensa e os aplausos dos fãs e torcedores.  

Assistindo ao “Globo Esporte”, dia desses, chamou-me a atenção a reportagem produzida com o famoso jogador e comentarista desportivo “Grafite”, suscitando os seguintes questionamentos: isso seria possível atualmente? Como agiria o jogador entrevistado se o repórter global o chamasse publicamente de “Grafite” pela primeira vez? Ele o chamaria de racista? O processaria?

Apelido carinhosamente aplicado, com a aceitação do nominado, desde que não ultrapasse os limites do moralmente permitido, não macula nem diminui o apelidado, que ainda lucra com o rótulo midiático, a exemplo do ex-craque de futebol, que se orgulha publicamente da alcunha recebida.

Meu saudoso irmão, o famoso zagueiro Dias, que recebeu a chuteira do Zico após ferrenha marcação ao “Galinho de Quintino” em partida realizada no Estádio Elinaldo Barbosa, em Santarém, quando criança, recebeu em um campinho de futebol o apelido de “Quenchura”, que só a família sabe a causa que deu origem ao singular epíteto, o qual provoca sorrisos quando contado.

Enfim, você condenaria o mentor do apelido que o acompanha pela vida? Qual é o verdadeiro nome do “Grafite”? Alguém sabe? O nome do meu irmão eu adianto: Renan Dias Campos. Já as razões do esquisito apelido, só no pv. 🤪

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